Review - 2 CoelhoS

Dois CoelhoS (2012), filme de ação brasileiro com narração não-linear e muitos efeitos especiais (e que pode até ganhar um re-make hollywoodiano), me deixou muito empolgado sobre o futuro do cinema nacional.

    Num sábado qualquer, estava sem nada pra fazer, zapeando pelos canais Telecine quando vi uma propaganda bem interessante. "Um filme brasileiro?" pensei "Bom, ou é regionalista ou é de comédia... Não?! Então vou ver!" Sei lá o porquê disso, mas gosto de novidades.
Infelizmente não consegui vê-lo nos cinemas, só agora, baixado da internet, na casa de um amigo.
Tentei me desviar das opiniões alheias antes de ver um filme, principalmente pelo Filmow, onde, por sinal, deu muito alvoroço; Muitos diziam ser um dos melhores filmes brasileiros já feitos e outros diziam ser um dos piores filmes já feitos!

    O filme conta a história de Edgar, um cara meio crânio que depois de fazer umas merdas, e não ser acusado, vai para Miami e volta com um plano perfeito para matar "Dois Coelhos com uma Caixa D'água só!". Dirigido, roteirizado e produzido por Afonso Poyart, um diretor de primeira viagem que possui muitos contatos do mundo das propagandas; O filme é de ação e com uma história não-linear, sendo assim, com vários flashbacks permitindo várias reviravoltas na história.

    O filme é muito criativo, porém pode trazer certos "desconfortos" ao espectador desavisado.
1º- É uma ficção. É óbvio que muitas coisas são improváveis de acontecer.
2º- É um estilo de direção pouco convencional contendo MUITAS cenas em câmera-lenta, intervenções de efeitos especiais e até animações digitais.
3º- Palavrão em filme brasileiro é normal, mas é sempre bom avisar.
4º- O filme tem um ritmo muito frenético, muita informação ao mesmo tempo. Pode incomodar um pouco.

    Fiquei feliz e satisfeito com o filme. É uma novidade, e por isso, uma inovação no cinema brasileiro. Infelizmente não fez muito sucesso com o público do país, mas pra mim passou a ser muito mais que um simples filme de ação brasileiro com estilo Guy Richie. É um início, ou melhor, um incentivo!
    Um diretor iniciante brasileiro (com apenas uns curtas no currículo), roteiriza e produz um filme de ação e ganha reconhecimento (tanto que até foi chamado para dirigir um filme com Anthony Hopkins nos EUA) pra mim é animador! Não deve ter sido fácil fazer um filme desses, como nunca foi no Brasil (tirando as pornochanchadas), as produções no país são grandes investimentos e por isso sofrem muita pressão sobre o sucesso, fazendo com que gire em torno do mesmo estilo de sempre: o que agrade o público. O orçamento foi relativamente baixo, diria razoável, muito menor do que Tropa de Elite e Assalto ao Banco Central -que também são filmes de ação- mas não por isso tornou o filme mal-feito, muito pelo contrário.
    Não significa que é o melhor filme brasileiro até agora (na minha opinião), mas abre uma porta para que novas produções, parecidas ou não, apareçam e aumentem a diversidade e o alcançe das produções nacionais.

    Produções como essa podem começar a ficar mais frequentes no cinema brasileiro, o que me deixa muito contente, pois abre um espaço novo para um público e, claro, para novos talentos.^^


Veredicto: Recomendo!


Nota: (4 pipocas)


 
 






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